Olá,

Neste final de semana, dias 25 e 26 de Abril, participei do Agileweekend realizado na PUCRS. Foram 2 dias de muito conteúdo e muita troca de informações eu, particularmente, não esperava encontrar um público de mais de 300 participantes como aconteceu.

Eu ainda irei processar todas as informações e em breve estarei postado algumas dicas.

Um dos grandes pontos, se não o maior, dos métodos ágeis é o foco nas pessoas. Por este motivo (e por outros tantos) é que tenho postado seguidamente conteúdo relacionado com o ambiente, motivação, comportamento, etc.

Aguardem mais informações.

Abraços,
Fladhimyr
O gerente de projetos tem como um de seus principais desafios criar um ambiente de valorização pessoal. Ambiente em que as pessoas se sintam parte de um time campeão. Para criar este ambiente, entre outras questões, é necessário estabelecer um ambiente de confiança.
Confiança mútua é um dos componentes essenciais para todo e qualquer relacionamento interpessoal saudável. Adquirir confiança é um processo longo e deve ter ações diárias para se alcançar o sucesso. Vemos muitos times medíocres por aí, e o grande responsável é exatamente a falta de confiança dos envolvidos.
Confiança é um recurso que deve ser conquistado e não pode, sobre hipótese alguma, ser imposta. Na verdade, não existe confiança imposta. Confiança é segurança e bom conceito que inspiram talentos (Dicionário Aurélio.

Então, como criar um ambiente de confiança?

Já que a confiança precisa ser mútua, alguém precisa dar o primeiro passo. Advinha quem deve ser? Isso mesmo, você deve dar o primeiro passo. Para ganhar confiança da equipe, antes de mais nada, confie neles. Finalmente, para que a equipe confie em você é preciso que você seja confiável. (Reflita: Você faz o que diz que vai fazer? Você mantêm suas promessas?)
Um ambiente de confiança se torna agradável para trabalhar e instiga à inovação, pois a equipe sente-se mais segura para usar a criatividade. Uma comunicação clara dos objetivos é fundamental para criar este ambiente.
Respondendo à pergunta do título:
  • Injete confiança na sua equipe agindo de modo confiável e mantendo suas promessas.
  • Constantemente, deixe a equipe provar que você pode confiar nela. Atribua responsabilidades e acompanhe o andamento.
  • Comemore todas as conquistas de sua equipe, mesmo as menores. Estímulos positivos elevam a segurança da equipe.
  • Estimule a comunicação sincera. Dê espaço para que as pessoas manifestem o que de fato pensam.
  • Combata a insegurança dos membros da equipe. Atue como Coach, identifique as razões da insegurança e em conjunto tracem um plano de desenvolvimento.   
Um dos pilares de uma equipe de alto desempenho é a confiança.

Nos dias de hoje a escolha do projeto certo é fundamental. Observem que não é fazer certo o projeto e sim fazer o projeto certo. Aquele projeto que considerando todas as variáveis (ou boa parte delas) trará ótimos resultados para os envolvidos.

Mas o que considerar? Como fazer a análise? Qual é a minha margem de risco? Qual é a minha motivação?
Essas são algumas das perguntas que devem ser feitas na tomada de decisão.

Para deixar bem claro que gerenciamento de projetos pode ser aplicado em qualquer área de conhecimento eu gosto muito de utilizar exemplos da nossa vida, do nosso dia-a-dia e que muitas vezes não são considerados como projetos.

Vamos supor que você tenha um grande objetivo profissional (não entraremos no detalhe agora) e que também tenha um prazo para alcançá-lo e, ainda, demande de recursos físicos e financeiros para concluí-lo.
Vejam só. Você tem um projeto de vida profissional.

Agora vamos supor que você tenha em suas mãos dois projetos (ou duas oportunidades, como veremos mais adiante). Ambos farão com que seu objetivo principal seja atingido. Mas como não poderia deixar de acontecer existem riscos associados aos dois projetos. 

Então vem a pergunta: Qual projeto escolher? (ou Qual oportunidade para alcançar meu objetivo escolher?)

No gerenciamento de projetos temos os "Métodos de seleção de projeto", cujo objetivo é a medição do valor ou atratividade para o dono do projeto.

Os métodos de mensuração mais comuns são:

1. Custo x Benefício: resumidamente significa o quanto eu gasto e quanto eu ganho.

Vejamos o exemplo abaixo, considerando 2 informações a respeito dos projetos:
Poderíamos dizer que o Projeto B é melhor que o Projeto A?!
Claro que poderíamos se um dos nossos objetivos é a estabilidade. Agora, se um dos nossos objetivos é montar um "pé de meia" em curto espaço de tempo, talvez o Projeto A seja o melhor.

2. Pontuação (Ponderação)
Neste método de seleção buscamos identificar um grande número de critérios que possam ser utilizados para nos apoiar na decisão, então atribuimos um peso a cada critério e avaliamos os projetos com base nos critérios. Ao término da análise ganha o projeto que obtiver a maior pontuação.

Para os projetos citados acima podemos identificar os critérios listados e atribuirmos pesos conforme nossos objetivos:

Exemplo:
Agora, supondo a análise a seguir:
Citei apenas alguns poucos critérios que podem ser utilizados para análise. Estes métodos são utilizados na escolha de qual projeto iniciar. Existem outros métodos que podem ser aplicados tais como ROI e payback.

Pensem no futuro profissional de vocês e então identifiquem e atribuam pesos aos critérios.


Abraços,
Já sabemos que o gerente de projetos precisa conhecer das técnicas de gerenciamento de projetos, normas e regulamentos onde o projeto está inserido, habilidades interpessoais etc.

E quanto ao conhecimento técnico do produto do projeto?! É necessário ser engenheiro para gerenciar projetos de engenharia? É necessário ser informata para gerenciar projetos de TI?

Pois bem, durante as primeiras versões do PMBOK o PMI considerava que o gerente de projetos não precisava ter conhecimentos técnicos, era necessário ter conhecimentos das técnicas de gerenciamento de projetos e técnicas de administração, mas a equipe deve conhecer profundamente os pormenores técnicos, pois são uma forma de consultores do gerente.

Nos dias de hoje, percebe-se que o gerente de projetos precisa sim ter conhecimentos técnicos a respeito do produto que está sendo elaborado pelo projeto. Assim uma das habilidades necessárias para o gerente de projetos é a competência técnica, ou seja a capacidade de coordenar as ações técnicas do projeto.

Não quero dizer com isso que um gerente de projetos de TI não possa gerenciar projetos de construção civil, mas será muito mais oportuno para o projeto que o gerente de projetos escolhido já tenha trabalhado com projetos da área em questão e que também conheça (de forma geral) os detalhes técnicos.

As principais habilidades indicadas no PMBOK são:

  • Liderança
  • Comunicação
  • Negociação
  • Resolução de problemas
  • Influência na organização

Algumas outras habilidades do gerente de projetos: ser flexível, criativo, paciente, educado, persistente, ter controle emocional, resistência ao estresse.

Se você é ou está indo para o gerenciamento de projetos de uma área nova para você, recomendo fortemente a leitura de livros, artigos, etc que falem das técnicas utilizadas para geração do produto do projeto.


Abraços,



Pelo dicionário Michaelis, feedback significa "Exame de um ato em execução ou já executado, para a verificação de que é ou foi adequado aos fins em vista, geralmente para efeito de controle".

Nos dias de hoje somos cada vez mais cobrados por qualidade: qualidade nos resultados, qualidade nos projetos, qualidade nas comunicações, qualidade nas interações humanas, etc. Uma das formas de atingirmos a qualidade esperada é, primeiramente, identificarmos o que fizemos diferente "aos fins em vista" e, então, aprendermos com o acontecimento para melhorarmos em uma situação futura.

Este é objetivo do feedback:
Um mecanismo de retroalimentação que nos ajuda em muito para atingirmos a etapa de melhoria contínua.
Feedback é diferente de crítica, o primeiro refere-se a um processo de ajuda mútua para mudanças de comportamento (passagem de informações sem julgamento de valor), já o segundo refere-se a um processo de comunicação para passar nossos valores de certo e errado e geralmente traz consigo a intenção de acusar, julgar e condenar.

É importante que exista uma relação de confiança entre os interlocutores. Imprescindível, também, que a pessoa que vai fornecer o feedback tenha como motivação o fato de contribuir para que ambos cresçam.

Existem diversos artigos, livros, cursos que nos dizem como fornecer e como receber feedback. Invariavelmente, os interlocutores precisam estar preparados para este processo.

Pensando no preparo, seguem algumas dicas para facilitar o processo de feedback:
  • Respire fundo: Você irá frear a reação instintiva de defesa, vai relaxar a musculatura e oxigenar o cérebro; 
  • Ouça com atenção: Não interrompa o interlocutor, não se justifique; 
  • Questione: Se ficar na dúvida questione, compreenda o que está sendo dito, peça exemplos e detalhes. Lembre! Há uma intenção positiva no que o interlocutor está falando, descubra qual é; 
  • Avalie: Entenda o que foi dito e a intenção positiva por trás. Você pode concordar ou não, é uma escolha sua. 
O feedback é uma ferramenta que nos leva à melhoria continua. Precisamos estar preparados para crescer. Precisamos estar preparados para fornecer e receber feedback.

A perfeição pessoal ou profissional se alcança sabendo ouvir bons feedback e melhorando sempre.